Lavoura orgânica de coco verde traz economia de R$ 400 mil


Além de agregar valor ao produto e servir de cartão de visitas para a exportação, a conversão da produção de coco verde para o sistema 100% orgânico trará uma economia acima de R$ 400 mil por ano para a Cooperativa dos Produtores Rurais de Quissamã, no Estado do Rio de Janeiro.

A integração à técnica agrícola livre de agrotóxicos será feita por meio da introdução de carneiros ao longo da plantação. Hoje, o cultivo é parcialmente orgânico, uma vez que o óleo de algodão é utilizado como acaricida. Segundo o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Haroldo Carneiro da Silva, a tecnologia do óleo foi incorporada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para combater as principais pragas do coqueiro: os ácaros e as traças. "Já substituímos um produto químico por um natural. Agora, com a utilização do carneiro, teremos o ciclo completo. Além disso, estamos de olho no mercado europeu, para o qual já embarcamos o coco anão in natura. Os europeus são exigentes e amadurecidos para o mercado de produtos orgânicos".

A Secretaria de Agricultura fez parceria com a Universidade Norte Fluminense para desenvolver a tecnologia com o carneiro. Segundo Silva, será prestada toda a assistência técnica aos produtores que aderirem ao projeto, tanto para a criação do carneiro, quanto para o coco orgânico. Além de obter o coco orgânico, o produtor poderá lucrar com a venda da carne do carneiro, quando o número de animais exceder as necessidades da plantação.

Para cada mil pés de coco, são necessários 50 carneiros para o ‘controle natural’ das ervas daninhas. Serão distribuídos gratuitamente kits com seis carneiros —um macho e cinco fêmeas— para cada produtor de coco. A fêmea tem cerca de três filhotes/ano. Os pequenos são a prioridade da secretaria da agricultura. Dos 64 produtores da cidade, 48 são pequenos e se encaixam no perfil do projeto.

"Nós já compramos os animais, que vieram da Bahia. Escolhemos a raça Santa Inês, pois tem menor teor de gordura do que o carneiro de outras raças. Enquanto o Santa Inês tem 2,4% de gordura, os outros têm 8%. Já estamos pensando em um animal light para futura venda".

A cidade de Quissamã produziu 8 milhões de cocos em 2002. Para este ano, a expectativa é de 12 milhões. As exportações do produto para Itália e Inglaterra —25 mil unidades a cada quinzena— irão gerar US$ 200 mil/ano para os produtores.

A Cooperativa de Quissamã deverá fechar o ano com 12 milhões de coco verde. As exportações devem render US$ 200 mil.


As informações são do Panorama Brasil.

 

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